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Nefrectomia em animais: é possível viver com apenas um rim?

É possível viver com apenas um rim? Para cães e gatos, a resposta é sim, desde que o órgão remanescente tenha capacidade suficiente para manter as funções renais.

Embora essa possibilidade surpreenda muitos tutores, a retirada de um rim pode ser justamente o tratamento indicado para evitar complicações provocadas por doenças graves.

A nefrectomia em animais é uma cirurgia realizada em situações como tumores renais, hidronefrose avançada, infecções persistentes e lesões irreversíveis.

Entretanto, a indicação não depende apenas da gravidade do problema. Avaliar a função do outro rim é determinante para a segurança do procedimento e para a qualidade de vida do animal após a recuperação.

Na Onco Care, centro de oncologia e cirurgia veterinária em Sorocaba, cada paciente é avaliado de acordo com suas condições clínicas e necessidades de tratamento.

Entenda quando a nefrectomia em animais pode ser necessária, quais exames ajudam a orientar a decisão e o que esperar da recuperação de cães e gatos submetidos à cirurgia.

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O que é nefrectomia em animais?

A nefrectomia é um procedimento cirúrgico que consiste na retirada total ou parcial de um rim. Na medicina veterinária, costuma ser considerada quando o órgão apresenta alterações graves e sua preservação deixa de representar a melhor opção para a saúde do paciente.

Os rins filtram o sangue, eliminam substâncias pela urina e participam da regulação de eletrólitos, pressão arterial e equilíbrio hídrico. Embora os animais normalmente possuam dois rins, a manutenção dessas funções não depende obrigatoriamente da presença dos dois órgãos.

Existem diferentes modalidades cirúrgicas:

  • Nefrectomia total – remove completamente o rim comprometido.
  • Nefrectomia parcial – preserva uma parte do tecido renal e pode ser considerada em situações selecionadas, embora sua realização seja mais limitada.

Em determinados casos, a cirurgia também envolve a retirada do ureter correspondente, estrutura responsável por transportar a urina do rim até a bexiga. Esse procedimento é chamado de ureteronefrectomia.

A escolha depende da doença, da extensão da lesão e das condições clínicas do animal.

Quando a retirada do rim é necessária?

A decisão de realizar uma cirurgia para retirada do rim não deve considerar apenas a aparência do órgão nos exames de imagem. É necessário compreender a causa da alteração, avaliar se existe possibilidade de tratamento conservador e determinar os riscos de manter o rim comprometido.

Entre as principais indicações estão:

  • Tumores renais: neoplasias que comprometem extensamente o órgão e não permitem sua preservação adequada.
  • Hidronefrose grave: dilatação do sistema coletor renal associada ao acúmulo de urina, geralmente por obstrução, especialmente quando há perda importante de função.
  • Traumas renais: lesões provocadas por acidentes ou outros impactos, com hemorragia que não pode ser controlada por medidas de preservação.
  • Infecções persistentes: determinados casos de pielonefrite ou abscessos renais que não respondem satisfatoriamente ao tratamento.
  • Parasitismo renal: infecção pelo verme Dioctophyma renale, capaz de provocar destruição acentuada do tecido renal.
  • Alterações congênitas ou ureterais graves: malformações e lesões que tornam inviável a recuperação funcional do órgão.

Nem toda doença renal exige cirurgia. Um animal com hidronefrose, por exemplo, pode apresentar uma obstrução tratável, permitindo preservar parte da função renal.

Retirar o rim não é necessariamente a primeira alternativa. A indicação deve resultar de uma avaliação criteriosa sobre a possibilidade de recuperação e os riscos envolvidos.

Cães e gatos podem viver com apenas um rim?

Sim. Um cachorro ou gato pode manter boa qualidade de vida após uma nefrectomia unilateral, desde que o rim restante consiga realizar as funções necessárias para o equilíbrio do organismo.

Isso acontece porque os rins possuem uma capacidade de adaptação funcional. Quando um deles é removido, o órgão remanescente pode aumentar sua atividade de filtração para compensar parte da função perdida.

Essa adaptação, entretanto, não significa que o rim restante esteja protegido contra doenças futuras ou que todos os pacientes tenham o mesmo prognóstico.

Um cachorro jovem, com função renal preservada e uma lesão localizada em apenas um rim, pode apresentar uma evolução bastante diferente daquela de um gato idoso com doença renal preexistente.

A expectativa de vida depende principalmente da condição do rim remanescente, da causa que motivou a cirurgia e da presença de outras doenças.

A retirada de um rim diminui a expectativa de vida?

Não necessariamente. Quando o rim restante apresenta função suficiente e a doença responsável pela cirurgia está controlada, o animal pode viver durante muitos anos após o procedimento.

Em casos de câncer renal, o prognóstico também depende do tipo de tumor, da extensão da doença e da presença ou ausência de metástases.

Já pacientes com comprometimento renal bilateral precisam de avaliação especialmente cuidadosa, pois a remoção de um dos rins pode reduzir uma reserva funcional que já está limitada.

O mais importante é compreender que viver com um rim não significa, por si só, viver com insuficiência renal.

Como saber se o outro rim está funcionando bem?

Antes de indicar a nefrectomia, o médico veterinário precisa investigar se o rim que permanecerá consegue sustentar adequadamente a função renal.

Essa avaliação combina exames laboratoriais, métodos de imagem e informações sobre o histórico clínico do animal.

Exame O que ajuda a avaliar
Creatinina e ureia Indicadores relacionados à função renal global
Urinálise Concentração urinária, proteínas, sedimentos e possíveis alterações
Ultrassonografia abdominal Estrutura dos rins, dilatações, massas e alterações anatômicas
Pressão arterial Presença de hipertensão que pode afetar a saúde renal
Cintilografia renal Contribuição funcional individual de cada rim, quando indicada e disponível

Um detalhe merece atenção: resultados normais de creatinina não comprovam que ambos os rins funcionam adequadamente. Um órgão saudável pode compensar parcialmente a perda funcional do outro, mantendo os indicadores sanguíneos dentro dos valores de referência.

Por isso, em situações selecionadas, exames capazes de avaliar separadamente a função de cada rim podem contribuir para a decisão cirúrgica.

A avaliação pré-operatória também considera hidratação, alterações eletrolíticas, condições cardiovasculares e riscos anestésicos.

Como é realizada a nefrectomia veterinária?

A cirurgia é realizada sob anestesia geral, com monitoramento das condições do paciente durante o procedimento.

O cirurgião veterinário acessa a cavidade abdominal, identifica o rim comprometido e avalia as estruturas próximas. Os vasos sanguíneos responsáveis pela irrigação e drenagem renal são cuidadosamente controlados antes da retirada do órgão.

Dependendo da indicação, o ureter correspondente também é removido.

A técnica escolhida varia conforme o tamanho do animal, a localização da lesão, a presença de tumores e outras particularidades anatômicas.

Em pacientes oncológicos, o planejamento pode exigir exames adicionais para investigar a extensão da doença e determinar a possibilidade de remoção cirúrgica.

A segurança do procedimento depende tanto da execução cirúrgica quanto da avaliação realizada antes da operação.

Quais são os riscos da nefrectomia?

Assim como outras cirurgias abdominais de maior complexidade, a nefrectomia apresenta riscos relacionados à anestesia, ao sangramento e à recuperação pós-operatória.

Entre as possíveis complicações estão hemorragias, infecções, alterações cardiovasculares e lesão renal aguda. A gravidade desses eventos varia conforme as condições do paciente e as características da doença.

O comprometimento do rim remanescente é uma preocupação particular. Se sua capacidade de filtração for insuficiente, o animal poderá apresentar alterações importantes após a retirada do órgão doente.

Como é a recuperação após a nefrectomia?

A recuperação depende da condição clínica anterior à cirurgia, da técnica utilizada e da evolução nas primeiras horas.

Durante a internação, a equipe veterinária acompanha parâmetros como pressão arterial, produção de urina, hidratação, controle da dor e indicadores da função renal.

Depois da alta, o tutor precisa seguir as orientações relacionadas à medicação, proteção da ferida cirúrgica e restrição temporária de atividades físicas.

A retirada dos pontos, quando necessária, costuma ocorrer aproximadamente entre 10 e 14 dias, conforme a cicatrização e a orientação do cirurgião. Isso não significa que a recuperação interna esteja completamente finalizada nesse período.

Quais sinais exigem atenção?

Redução importante da produção de urina, vômitos persistentes, apatia intensa, dificuldade respiratória, sangramento ou alterações na ferida cirúrgica exigem contato imediato com o serviço veterinário.

Também é importante observar mudanças no consumo de água e no comportamento alimentar.

O retorno às atividades habituais deve ser autorizado pelo profissional responsável, considerando a evolução individual do paciente.

Quais cuidados são necessários a longo prazo?

Depois da recuperação cirúrgica, o acompanhamento veterinário continua sendo importante, mesmo quando o animal apresenta comportamento normal e exames satisfatórios.

A frequência das consultas veterinárias depende da idade, da condição do rim remanescente e da existência de doenças associadas. O acompanhamento pode incluir creatinina, SDMA, urinálise, avaliação de proteinúria e pressão arterial, conforme a indicação clínica.

A atenção é ainda maior nos gatos idosos. Diretrizes internacionais de 2026 sobre doença renal crônica felina relatam prevalências entre 28% e 81% em gatos acima de 12 anos, conforme a população estudada.

Esses números não representam o risco específico de um animal submetido à nefrectomia, mas demonstram a importância de acompanhar a saúde renal nessa faixa etária.

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Perguntas frequentes sobre nefrectomia em animais

Quanto tempo demora a recuperação de uma nefrectomia?

A recuperação inicial costuma exigir algumas semanas de cuidados, mas varia conforme o paciente e a complexidade da cirurgia. O prazo de retirada dos pontos não determina sozinho o retorno às atividades normais.

Um cachorro pode sobreviver com apenas um rim?

Sim. Um cachorro pode viver com um rim quando o órgão remanescente mantém função suficiente. O prognóstico depende da doença que motivou a retirada e das condições clínicas do animal.

Quanto custa uma nefrectomia veterinária?

O valor depende dos exames necessários, da complexidade cirúrgica, do porte do animal, da anestesia e do período de internação. Um orçamento individualizado depende da avaliação do paciente.

Qual é a diferença entre nefrectomia e nefrotomia?

A nefrectomia remove parte ou todo o rim. A nefrotomia consiste em uma incisão cirúrgica no órgão, que pode ser utilizada em situações específicas nas quais se pretende preservar o tecido renal.

Nefrectomia em animais em Sorocaba

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A retirada de um rim nem sempre representa uma perda de qualidade de vida.

Quando bem indicada, a nefrectomia em animais pode contribuir para controlar doenças graves, evitar complicações e proporcionar melhores condições de saúde para cães e gatos.

O sucesso do tratamento depende de uma avaliação criteriosa da função renal, da identificação da doença que comprometeu o órgão e do planejamento cirúrgico.

O acompanhamento após a cirurgia também é importante para preservar a saúde do rim remanescente e identificar possíveis alterações precocemente.

Na Onco Care, centro de oncologia e cirurgia veterinária em Sorocaba, contamos com uma equipe multidisciplinar e atendimento individualizado para cada paciente.

Se seu cão ou gato apresenta uma alteração renal ou recebeu indicação de nefrectomia, entre em contato e agende uma avaliação especializada para conhecer as possibilidades de tratamento.

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